‘Se criou um ambiente de guerra’, diz presidente da Renova sobre negociações com atingidos por barragem

‘Se criou um ambiente de guerra’, diz presidente da Renova sobre negociações com atingidos por barragem

Para Roberto Waack, um dos motivos da demora em resolver a situação das vítimas é a falta de diálogo imposta por algumas entidades que as representam. Em 2015, o rompimento da barragem de Fundão causou o maior desastre ambiental do país. Vista aérea do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento de barragens de rejeitos da mineradora Samarco
Ricardo Moraes/Reuters
Quase três anos após o maior desastre ambiental do país, as pessoas atingidas pela lama da Samarco, ainda vivem a expectativa de terem suas vidas reconstruídas. Um dos motivos desta demora seria a falta de diálogo com algumas entidades que representam as vítimas, segundo o presidente da Fundação Renova, Roberto Waack.
“Se criou um ambiente de guerra. (…) Tem organização hoje que fala ‘eu não reconheço a Fundação Renova, eu não cumprimento as pessoas da Fundação Renova, eu não falo com a Fundação Renova. Como você consegue estabelecer um processo de conciliação diante de uma situação como essa. Tem movimentos, tem atitudes das mais diferentes dizendo, ‘nós não reconhecemos a Fundação Renova’”, disse ele.
Presidente da Fundação Renova, Roberto Waack.
Thais Pimentel/G1
Após a tragédia ocorrida em 2015, a Renova foi criada mediante acordo entre União, estados e Samarco – controlada pela Vale e pela BHP Billiton – para reparar os danos do rompimento da barragem de Fundão. O desastre deixou 19 mortos.
Waack não disse quais seriam estas entidades avessas às negociações.
Uma das organizações mais ativas na defesa dos direitos das vítimas da lama é o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). A entidade já se posicionou contrária à Fundação Renova.
“Nós sempre nos pautamos pelo diálogo. A Fundação Renova sempre foi convidada para as nossas reuniões. Porém, nós não nos pautamos a partir das premissas da Renova. A lentidão absurda da Renova em resolver a situação Ler a notícia completa

Via:: Minas Gerais

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